arte na cidade

Edital de Arte na Cidade

Com a proposta de transformar espaços livres da Cidade em cenário de intervenções artísticas, o Edital de Arte na Cidade lançado pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo tem como objetivo fomentar intervenções realizadas fora dos espaços tradicionalmente dedicados à arte, ocupando espaços públicos na cidade (edificações, ruas, parques e praças). A idéia é estimular outra percepção da Cidade por seus habitantes, assim como ampliar a noção de espaço público.

Lançado em junho de 2010, o edital recebeu 77 inscrições que foram submetidos a duas avaliações, sendo uma técnica e outra artística. A comissão técnica, responsável por analisar a viabilidade dos projetos, foi formada por curadores de artes visuais e um representante do Departamento de Patrimônio Histórico da SMC, e representantes das Secretarias de Coordenação das Subprefeituras, de Desenvolvimento Urbano e do Verde e Meio Ambiente. A comissão artística analisou a contribuição para o aprimoramento da linguagem das artes visuais, o amplo acesso público e a compatibilidade entre o projeto e a cidade. Integraram a comissão: Agnaldo Farias, Inês Raphaelian, Marcelo Araújo, Ricardo Resende e Teixeira Coelho.

Ao final, sete projetos foram selecionados. Veja a lista abaixo, muitos deles já podem ser visitados em diferentes pontos da cidade:

Thiago Rocha Pitta | Projeto para uma pintura com temporal
Empena do Edifício Isnard – Av. São João, 1382 – República

inauguração: 17 de setembro de 2011
duração de 2 anos

A obra a ser realizada é definida pelo próprio artista como uma “pintura atmosférica”, que reage às mudanças climáticas sem jamais se estabilizar. Com uma “tinta de ferrugem” criada por ele a partir da oxidação de ferro, Thiago pintará a parte superior da fachada lateral do Edifício. Ao longo dos dois anos em que a pintura permanecerá no local, a umidade do ar dará continuidade à oxidação do ferro, ao mesmo tempo em que a chuva se encarregará de espalhar o óxido por toda a fachada. Sem manutenção do artista, a obra se transformará a olhos vistos de toda a cidade, como um desabamento lento ou uma erosão acelerada. O trabalho será criado para se desfazer. As camadas dessa desconstituição permanecerão como registros de temporalidades sobrepostas.

José Spaniol | O descanso da sala
Parque Burle Marx – Av. Dona Helena Pereira de Moraes, 200 – Vila Andrade

inaugurou em 17 de setembro de 2011
duração de 2 anos

Em uma área de mata mais densa no parque Burle Marx, sob um pequeno lago, um ambiente de sala ou quarto invertido feito de metal está suspenso a aproximadamente sete metros de altura da superfície do lago. Os objetos são refletidos sobre o espelho de água, dessa maneira projetados contra o céu. Mediante esse artifício, recuperam sua posição natural.

Paulo Camilo Penna | Tamanduateí
Parque Dom Pedro II

inaugurou em 24 de setembro de 2011
duração de 2 anos

 Uma série de colagens de figuras e palavras realizadas em xilogravura e tipografia, alusivas à passagem do dilúvio do poema “As Metamorfoses” de Ovídio, são aplicadas em pilares de viadutos, em muros de passarelas e passagens de pedestres no Parque Dom Pedro II, no centro de São Paulo. Esta proposição busca tratar do encontro do rio com a cidade, e o Parque Dom Pedro II foi escolhido como referência urbana, histórica e simbólica deste encontro.

Coletivo coordenado por Mauro Sérgio Neri | Imargem – Cartograffiti
Praça Eugene Boudin (entre a Ponte Eusébio Matoso, Av. Rebouças e a “Passarela Sustentável”)

inaugurou em dia 25 de setembro de 2011
até o final de 2012

Coordenado por Mauro Sergio Neri da Silva a proposta uniu um grupo de artistas representantes da cena Street Art para investigar e explicitar cartograficamente aspectos estéticos e conceituais da megalópole paulistana, cidade referência em arte urbana no mundo. O público irá dialogar e interagir com murais artísticos, nos quais haverá a instalação de lixeiras e assentos, com intuito de construir um espaço de convivência. Ao todo 21 pontos da cidade receberão intervenção do projeto até 2012.

Laura Vinci | Clara-Clara
Rua Dr. Miguel Couto – Centro

inauguração: 10 de março de 2012, às 19 horas
duração de 6 meses

Clara-Clara é uma intervenção que utilizará elementos de iluminação pública de forma orgânica. Sete grandes bolsas, com medidas variadas e em forma de redes, estarão suspensas em diversas alturas por cabos de aço. Dentro de cada bolsa serão colocadas sete luminárias usadas para iluminação pública. A forma das bolsas produzirá um tipo de iluminação diversa da habitual. Será uma iluminação mais difusa, não ligada à lógica pragmática da iluminação pública que ficará ligada dia e noite.

Eduardo Coimbra | Nuvem
Praça Charles Miller – Pacaembu

inauguração: 10 de março de 2012, às 10 horas
duração de 1 mês

Cinco caixas de luz de quase 5m x 5m traz a imagem de uma nuvem seccionada, propondo que o transeunte entre e circule por esta nuvem posicionada no centro de uma praça.

José Resende | Canteiro de operações
Terreno entre Av. Pres. Wilson e Rua Borges de Figueiredo

data da inauguração a definir
duração de 1 mês

O artista propõe a suspensão dos vagões ali abandonados por meio do uso de um grande volume de areia, disponível em um porto de areia pertencente à MRS Logística, instalado na mesma área de intervenção. A areia será despejada em um dos lados dos vagões e, com a ajuda de cabos, escavadeiras e guindastes, promoverá o desequilíbrio e a suspensão parcial desses resíduos. O trabalho será visto a partir de um galpão próximo ao espaço que servirá de mirante.

fonte: Secretaria Municipal da Cultura

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